BOTELHOS1

Por volta de 1.845, Antônio Carvalho, velho fazendeiro residente nos arredores de onde se formara o povoado, tendo feito uma promessa a São Gonçalo, ergueu uma modesta capelinha no cruzamento de estradas que levavam a Cabo Verde, Caldas e Campestre.

Joaquim Lucas de Carvalho logo depois aumentou o patrimônio do santo e ao redor da capelinha estabeleceu um comércio.

Em 30 de outubro de 1.866, São José de Botelhos se tornou Distrito de Paz.


Algum tempo depois, os antigos moradores Antônio Ribeiro do Prado e Joaquim Lucas de Carvalho trouxeram de São Paulo um cônego de nome Dom Antônio, que incentivou os fiéis a construir um templo maior.


No ano de 1.873, em 1 de dezembro, o Distrito de Paz se eleva à categoria de Freguesia, ficando pertencente a Cabo Verde, passando em 24 de dezembro de 1.874, a pertencer a Caldas e voltando a pertencer a Cabo Verde em 1.878 (Almanach Sul Mineiro de 1.884).
Para o desenvolvimento da povoação, trabalharam com ardor os senhores Padre João Ornellas, Joaquim Lucas de Carvalho, José Pinto Ribeiro, Antônio de Carvalho, João Batista Vieira, João dos Santos, Francisco Pereira Gomes, José Botelho de Souza, Joaquim Botelho de Souza, Antônio Bento, Antônio Severino da Costa e Laudelino Carvalho da Silva.


Joaquim Botelho de Souza doou a São José, por escritura pública, o terreno onde seria a vila e, em cuja Praça Principal ergueu-se, posteriormente, a matriz dedicada a São José. Para a construção, muito ajudou o Sr. Antônio de Souza Gonçalves, fazendeiro, residente na região, o qual com os demais habitantes levantou um grande cruzeiro em frente ao terreno onde estava sendo construída a Matriz aos 13 e maio de 1.888.


No dia 14 de setembro de 1.891, a Freguesia passou a ser Distrito com a denominação de São José de Botelhos.
Um contrato para estabelecimento de linhas telefônicas foi assinado em 1.905. Estas partiam de Poços de Caldas e iam até Cabo Verde, passando pelo distrito de São José de Botelhos.


No começo a energia elétrica era fornecida de forma bastante precária por uma companhia particular de eletrificação instalada no município de Poços de Caldas. Após a assinatura entre a Câmara Municipal de Cabo Verde e a companhia de força e luz de nome “Euzébio Ferreira e Companhia”, o fornecimento passou a ser feito por essa usina, mas era tão precário quanto a da anterior.


Em 1.916 a iluminação foi mantida pela “Empresa Sul Mineira de Força e Luz”, instalada pelo Sr. Antônio da Costa Nantes.
Através da Lei Estadual nº 556, de 30 de agosto de 1.911, criou-se a Vila, hoje Município, com a mesma denominação de São José de Botelhos, desmembrando-a do Município de Cabo Verde.


Segundo a Divisão Administrativa referente ao ano de 1.911, figura o Município de São José de Botelho com apenas um distrito: o da Sede.
A instalação do Município se verificou a 1º de junho de 1.912, permanecendo o mesmo com apenas o Distrito da Sede até 1º de janeiro de 1.920.
No dia 07 de setembro de 1.914, foi inaugurado o reservatório da água situado em um pontos mais elevados do município, sendo encimado por um sólido e vasto terraço circundado de linda balaustrada. Esse importante serviço foi realizado pelo Cel. Virgílio Silva, quando presidente da Câmara de 1.912 a 1.916, tendo fiscalizado toda a obra e importado todo o material da Alemanha.


Em 1.959 iniciou-se a captação de água pelo reservatório do Jaboticabal. Este seria responsável pelo abastecimento de todo o município.


Em 1.916, mais precisamente no dia 22 de novembro, foi inaugurado um novo Cruzeiro no largo da antiga Matriz São José, sendo este de estrutura metálica e iluminado por 21 lâmpadas, diferenciando-se assim da maioria dos Cruzeiros.


Em 02 de agosto de 1.921, o Sr. Pedro di Perna fundou a primeira casa bancária de Botelhos.


Em 1.923 demoliu-se a antiga Matriz para se erguer no local a nova Matriz. Os trabalhos foram executados pelo construtor Luisi que já havia construído a Matriz de Cabo Verde.


Por força da Lei Estadual nº 843, de 7 de setembro de 1.923, o Município e o Distrito de São José de Botelhos mudaram o seu topônimo para Botelhos, tendo o referido Município passado a abranger o novo Distrito de Palmeiral e tendo a sede municipal elevada à categoria de cidade por efeito da Lei Estadual nº 893, de 10 de janeiro de 1.925.


Um livro publicado em 1.923 sobre a história de Botelhos afirma que o terreno onde se ergueu a cidade e a Matriz foi doado por Joaquim Botelho de Souza, porém os dados publicados no Almanach Sul Mineiro de 1.874 contradizem essa informação, dizendo que foi o Sr. Joaquim Botelho de Carvalho. A denominação São José de Botelhos foi uma homenagem à família de Joaquim Botelho de Souza que doou o terreno onde foi construída a Vila São José.


Em 1.967 o fornecimento de energia elétrica passou a ser feito pela CEMIG, o que melhorou consideravelmente a qualidade em todo o município. Atualmente, quase toda a área rural está eletrificada.


Em 1.972 foi assinado um contrato com a Companhia de Água e Esgoto – COMAG para a melhoria desses serviços em Botelhos.


Em 1.973 passa a ser a COPASA a responsável pela qualidade da água no município, sendo esta até os dias atuais.

HISTÓRICO DISTRITO DE PALMEIRAL

DISTRITO DE PALMEIRAL 1

Em 1.899, a senhora Ana Antônia, devota de Santa Rita e dona da Fazenda Carlos (hoje São Carlos), doou três alqueires de terra para a construção de uma capela à Santa de sua devoção.


Por proposta do Capitão Modesto, proprietário das terras que faziam divisa com as da doação, os três alqueires foram trocados por um terreno. Embora a contra gosto, Dona Ana aceitou a troca e mudou-se de suas terras. Assim iniciou-se o povoado Santa Rita das Palmeiras.
A construção da primeira capela foi impulsionada pela Sra. Francisca Pereira Limonge (Chica Batista) que também doou a imagem de Santa Rita, em 8 de março de 1.920.


A assistência religiosa foi dada pelo vigário de Botelhos, Padre Ângelo Caputo, que visitava o novo povoado de algumas vezes por ano.

A primeira escola foi construída pelo Sr. Gabriel Botelho de Souza, e sua primeira professora foi a Sra. Gabriela Maria Rosa.

No ano de 1.924, por iniciativa do Sr. Theodoro de Faria Moraes, inaugurou-se a luz elétrica.

Em outubro de 1.924, Santa Rita das Palmeiras passou a ser distrito de Botelhos e recebeu o nome de Palmeiral. Nessa data teve o seu primeiro vereador, o Sr. Manoel Amâncio.

Por motivo da barragem da Graminha, em 1.961, Palmeiral foi obrigado a se deslocar, começando assim o novo Palmeiral. Em 1.963 quase toda a população já tinha sido deslocada; em 1.970 a igreja foi demolida, e em 1.967 Dom José Alberto Lopes de Castro Pinto benzeu a nova igreja.
Palmeiral está situado a 15 km de Botelhos.

HISTÓRICO DISTRITO DE SÃO GONÇALO

Distrito de Sao Goncalo

Situado no alto de um morro, a 900m acima do nível do mar, o distrito de São Gonçalo está a 15km da sede do Município.

Através de doações de fazendeiros, construiu-se a capela, que se localiza no centro da praça, destinada ao culto dos fiéis e cujo protetor é São Gonçalo. Esse povoado data de 1.915, época do governo do Cel. Virgílio Silva, que aproveitou as doações ao patrimônio feitas pelos fazendeiros José Silvério, Maria Silveira de Jesus e João Ignez Damaceno e mandou levantar a planta e o plano para as edificações, instalando água potável no centro da praça de modo a facilitar o rápido desenvolvimento do povoado.

O então vigário da paróquia de Botelhos, Padre Celso Para, rezou a primeira missa na capela de São Gonçalo, em 1.945. No mesmo ano, nos dias 17 e 18 de agosto, São Gonçalo recebeu a visita de Dom Ranulpho da Silva Farias, bispo desta Diocese.

O Sr. João Ignez Damaceno foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da localidade, juntamente com os senhores Olyntho Paulino da Costa, Ângelo Giudice, João Luiz da Silveira e inúmeros outros fazendeiros.

São Gonçalo foi elevado à categoria de Distrito, em 8 de outubro de 1.982, passando assim a receber melhorias da Prefeitura de Botelhos, como água tratada, calçamento, iluminação, recepção, transmissão telefônica, entre outros.

Textos retirados do livro “Botelhos Patrimônio Histórico e Cultural”